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Sermão: Cegos como Bartimeu


Cegos como Bartimeu
Marcos 10: 46-52
Introdução
a) Exclusividades do texto.
É o único milagre de Jesus em que o beneficiado é tratado pelo nome.
É a única história em que Jesus é chamado de “Filho de Davi” (o que pela tradição judaica, significava reconhecer ser Ele o Messias prometido).
E é a única história onde a pessoa curada é ordenada a seguir Jesus.
b) Já brincou de cabra cega.
Vendar os olhos é comum em diversas brincadeiras das reuniões sociais, tal como, tentar formar pares de sapatos idênticos nas pernas de uma mesa ou colocar a calda em um animal desenhado no quadro. Certamente todos nós, por alguns minutos, tentamos imaginar o que significa viver sem visão, viver em trevas.

c) Um cego de verdade
A poeira e o brilho do sol, aliados a hábitos pouco higiênicos, espalhavam doenças contagiosas para os olhos. Bartimeu, provavelmente, segundo alguns intérpretes bíblicos, nunca havia visto anteriormente. E isso é inteiramente diferente do que simular cegueira por alguns instantes e, então, poder abrir os olhos. Bartimeu
nunca fora capaz de ver, muito provavelmente, poucos de nós podemos entender como seria isso.

I. Um Cego que deseja ver
a) Não perde a oportunidade.
Quando ele descobre que é precisamente Jesus que passava há uma pequena distancia, ele se lança na oportunidade, essa era a chance de sua vida.
Bartimeu começa a fazer tão grande alvoroço, ao saber que a multidão que passa é liderada por Jesus: “Filho de Davi, tem misericórdia de mim” grita ele. O barulho é tão grande que a cena é vista como algo embaraçoso.
b) Jesus parou.
Na história de Bartimeu, Jesus se eleva acima de regras religiosas inventadas para segregar seres humanos. Ele para demonstrando absoluto tributo e respeito à pessoa em necessidade.
Esse cego era a personificação precisa do termo “marginalizado”: ficar à margem do caminho, enquanto os outros passavam e avançavam.
Entre os fariseus havia a crença de que eles não eram obrigados a ter piedade destas pessoas e alguns chegavam a se vangloriar por atirar pedras nelas.
c) A pergunta.
Imagine-se na situação de Bartimeu. Não era apenas a debilidade física, mas o estigma da doença. Vagando perdido por Jericó, imerso em trevas, imaginando como seria ter esposa ou fi lhos, se ele os tivesse. Dependendo de favores, resignado a todos os tipos de humilhação para conseguir sobreviver.
A pergunta parecia sem lógica, mas Jesus queria saber se ele estava disposto a pagar o preço.

II. Entendendo a pergunta.
a) Cegos que passam a ver.
Ver pela primeira vez é uma experiência extremamente perturbadora e frustrante.
A primeira coisa que acontece, afirma aquele artigo, é uma séria desorientação. Desorientação mais severa mesmo do que perder a visão e tornar-se cego. Aquele que vê pela primeira vez, sofre de tonteira e cai. Segundo o artigo, tal pessoa irá sentir grande mal estar no estômago e enjoos. Em resumo, a pessoa que repentinamente recebe a visão, de inicio, é compelida a concluir que ver não é precisamente o que ela esperava.
b) Como Bartimeu ficou.
E o que você supõe que teria acontecido com Bartimeu uma semana depois? Ele começa a enfrentar novos problemas. As pessoas não estavam mais desejosas de esperá-lo ou cuidar dele, como faziam quando ele era cego. E acostumado
a mendigar, agora se vê forçado a trabalhar. Quem daria esmola a um cego que agora vê? Mas, trabalhar como? Bartimeu não tinha nenhuma profissão. Ele não sabia fazer nada. Ele ainda dependia das pessoas, com o agravante de que ninguém mais toma tempo para ajudá-lo.
c) Ver passa a ser o problema.
Em uma palavra, Bartimeu não está nada bem! Qual o seu problema? Ele começou a ver! As pessoas esperam que ele seja responsável, que tome conta de si mesmo, que entre na competição da vida, e acabe com sua dependência. Bartimeu então, podemos imaginar, começa a se perguntar se seu pedido a Jesus foi sábio. Ele sabia como se comportar sendo cego. Havia certa segurança vivendo nas trevas, mas agora ele não está mais seguro de si. A nova questão é: como se comportar quando você pode ver? A pergunta de Cristo, então, “que queres que eu te faça”, começa a fazer sentido para ele.

III. Bartimeu Hoje
a) Os cegos de Hoje.
Esta narrativa, de certa forma, é a nossa biografia. Você sabe o que Marcos está realmente dizendo com a história de Bartimeu? Marcos está afirmando que você e eu somos cegos. Nos termos de Jesus, você e eu não podemos ver, pois vivemos em trevas.
Nascemos espiritualmente cegos e o contato permanente com a escuridão nos torna duas vezes criaturas das trevas. Você está surpreso? Não se surpreenda. Ser cego é provavelmente o que nós queremos. Ser cego, afinal,
não é tão mal assim, porque quando somos cegos não podemos ver as coisas como elas realmente são. Em outras palavras, não somos “incomodados” pela visão.

b) Quando somos curados da cegueira.
Mas quando a nossa cegueira é curada começamos a ver as coisas que realmente não gostaríamos de ver. E aí já não podemos facilmente fugir delas ou pretender que elas não existam. Passamos a ver as coisas que não podíamos ver antes. Porque, afi nal, Jesus disse que a menos que nasçamos de novo não poderemos “ver o reino de Deus” (Jo 3:3). O reino de Deus, nos lábios de Jesus Cristo, não é uma questão de geografi a. Não é primeiramente um lugar, mas um relacionamento com a pessoa do Rei, que nos convoca para maior dedicação, maior pureza e maior integridade.
O que realmente nos incomoda em Cristo não é, como muitos alegam, aquilo que não entendemos, mas precisamente aquilo que entendemos, mas não queremos mudar.
c) O Propósito de Jesus
E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem sejam cegos.
João 9:39
Assim, como Bartimeu, diante da possibilidade da visão, podemos ter outra atitude. “Mestre, abre-me os olhos, pra que eu veja. Eu sei que há um preço na visão. Eu sei que não vou gostar das coisas da luz. De ver as coisas sobre Deus e sobre mim, que tenho evitado há tempos. Coisas a respeito de outras pessoas que tenho usado e explorado. Mas Senhor, eu quero ir para a luz e poder ver. Porque, só então serei um discípulo daquele que disse ser a luz do mundo. Mestre,  abre-me os olhos!”

Conclusão
a) Satanás tem cegado as pessoas.
Segundo o testemunho das Escrituras, Satanás, o deus deste século, cega o entendimento das pessoas, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho (2Co 4:4). Isso significa que desde a queda da raça humana, registrada em Genesis 3, todas as pessoas que nasceram e vão nascer no planeta Terra, naturalmente são criaturas das trevas. Como Cristo disse, não podemos ver (Jo 3:3), pois Satanás cegou e ainda cega às pessoas de tal forma que elas não podem ver o que elas são na verdade. Somos incapazes de ver que nossa vida avança para o desastre.
b) Visão espiritual por meio do novo nascimento. João 3:3 
Visão espiritual é possível apenas através do novo nascimento (que não é primariamente o que Deus exige, mas o que Ele nos oferece), experiência na qual o Senhor restaura, ou melhor ainda, ressuscita em nós, aquilo que originalmente morreu no Éden (Gn 3:3).
c) A decisão é sua.
Cristo nos oferece visão, mas Ele não a impõe.
Daí sua pergunta a Bartimeu, que, em última análise, é um tipo da pergunta que Ele faz a todos nós: “Que queres que eu te faça?” Cristo vem a nós como luz (Jo
4:4-5:9). Ele ilumina nossas trevas para que vejamos todas as nossas distorções, a feiúra do pecado e seu caráter destrutivo. Ele revela as riquezas de sua glória,
para que vejamos, afinal, que o pecado não é natural à nossa verdadeira essência como criaturas de Deus.

Apelo
Tome sua decisão hoje, se entregue nos braços de Jesus. Experimente nascer de novo por meio da Água e do Espirito e nova visão terás.


Material de estudo fonte: Livro O Incomparável Cristo de Amim Rodor.

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